PARA LIMPAR OS OUVIDOS

O Sesc Amapá apresenta no próximo dia 10, sexta-feira, o violonista
Sebastião Tapajós, com o show “Cordas do Tapajós”, participação especial
do grupo da Escola de Música Walquíria Lima.

Quando: 10 de agosto

Horário: às 20h

Local: Escola de Música Walquíria Lima – Rua Eliezer Levy, esquina com Av.
Iracema Carvão Nunes.

Entrada franca – opcional 01kg de alimento não-perecível para o Programa
Mesa Brasil

 

Capacete: mudanças adiadas para 2008

Os motoqueiros que ainda não se adaptaram às novas regras da Resolução 203 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) terão mais cinco meses para fazer as mudanças.

Uma decisão de Contran, publicada na sexta-feira (27/7) no Diário Oficial da União, prorrogou de 6 de agosto para 1º de janeiro de 2008 o prazo para a resolução entrar em vigor. A informação é da Agência Brasil.

As novas regras determinam que capacetes tenham certificação do Inmetro. Além disso, será necessário que o capacete possua nas partes traseiras e laterais elementos refletivos de segurança que deverão ter uma superfície de pelo menos 18 centímetros quadrados.

Películas proibidas

Segundo a resolução, o capacete deverá possuir viseira. Durante o período noturno, é obrigatório que a viseira seja do padrão cristal. Caso não possua viseira, deverão ser utilizados óculos de proteção que não podem ser substituídos por óculos de sol. Os óculos de proteção são aqueles que permitem ao usuário a utilização simultânea de óculos normais ou de sol. A resolução proíbe o uso de películas na viseira.

As regras valem para a utilização de capacete por condutor e passageiro de motocicleta, motoneta, ciclomotor, triciclo e quadriciclo motorizado. Quem não cumprir as normas pagará multa de R$ 191,54, terá o direito de dirigir suspenso e terá recolhido o documento de habilitação.

Fonte: Consultor Jurídico

 

Ao estudar os princípios que regem a administração pública, o professor de Teoria do Estado saiu-se com essa, a título de macete:

A partir da palavra LIMPE, formaremos os tais princípios. Vejamos:

Legalidade

Impessoalidade

Moralidade

Publicidade

Eficiência

 

EM TEMPOS DE OPERAÇÃO NAVALHA...

Começamos a relembrar de outras operações que se acabaram em pizza e rapidinho, demos uma nova tradução para o macete.

Importante lembrar:

Pensamos nos homens de Brasília, que ao assumirem cargos públicos se vêem guiados não por aqueles, mas por esses princípios: Veja,

Ladrões, ladrões, ladrões... tudo que fazem baseia-se na

Imoralidade, na impunidade. As

Maracutaias, as tramóias, e as  

Propinas fazem parte da rotina daqueles, que são

Eficientíssimos na arte de roubar o dinheiro público: ELES!

Ponto de Vista- Revista Veja de 23.05.2007

Lya Luft (Escritora)

A Educação Possível

Educação é algo bem mais amplo do que escola. Começa em casa, onde precisam ser dadas as primeiras informações sobre o mundo (com criança também se conversa!), noções de postura e compostura, respeito, limites. Continua na vida pública, nem sempre um espetáculo muito edificante, na qual vemos políticos concedendo-se um bom aumento em cima dos seus já polpudos ganhos, enquanto professores recebem salários escrachadamente humilhantes, e artistas fazendo propaganda de bebida num momento em que médicos, pais e responsáveis lutam com a dependência química de milhares de jovens. Quem é público, mesmo que não queira, é modelo: artistas, líderes, autoridades. Não precisa ser hipócrita nem bancar o santarrão, mas precisa ter consciência de que seus atos repercutem, e muito.

Estamos tristemente carentes de bons modelos, e o sucesso da visita do papa também fala disso: além do fator religião, milhares foram em busca de uma figura paternal admirável, que lhes desse esperança de que retidão, dignidade, incorruptibilidade, ainda existem.

Mas vamos à educação nas escolas: o que é educar? Como deveria ser uma boa escola? Como se forma e se mantém um professor eficiente, como se preparam crianças e adolescentes para este mundo competitivo onde todos têm direito de construir sua vida e desenvolver sua personalidade?

É bem mais simples do que todas as teorias confusas e projetos inúteis que se nos apresentam. Não sou contra colocarem um computador em cada sala de aula neste reino das utopias, desde que, muito mais e acima disso, saibamos ensinar aos alunos o mais elementar, que independe de computadores: nasce dos professores, seus métodos, sua autoridade, seu entusiasmo e seus objetivos claros. A educação benevolente e frouxa que hoje predomina nas casas e escolas prejudica mais do que uma sala de aula com teto e chão furados e livros aos frangalhos. Estudar não é brincar, é trabalho. Para brincar temos o pátio e o bar da escola, a casa.

Sair do primeiro grau tendo alguma consciência de si, dos outros, da comunidade onde se vive, conseguindo contar, ler, escrever e falar bem (não dá para esquecer isso, gente!) e com naturalidade, para se informar e expor seu pensamento, é um objetivo fantástico. As outras matérias, incluindo as artísticas, só terão valor se o aluno souber raciocinar, avaliar, escolher e se comunicar dentro dos limites de sua idade.

No segundo grau, que encaminha para a universidade ou para algum curso técnico superior, o leque de conhecimentos deve aumentar. Mas não adianta saber história ou geografia americana, africana ou chinesa sem conhecer bem a nossa, nem falar vários idiomas se nem sequer dominamos o nosso. Quer dizer, não conseguimos nem nos colocar como indivíduos em nosso grupo nem saber o que acontece, nem argumentar, aceitar ou recusar em nosso próprio benefício, realizando todas as coisas que constituem o termo tão em voga e tão mal aplicado: "cidadania".

O chamado terceiro grau, a universidade, incluindo conhecimentos especializados, tem seu fundamento eficaz nos dois primeiros. Ou tudo acabará no que vemos: universitários que não sabem ler e compreender um texto simples, muito menos escrever de forma coerente. Universitários, portanto, incapazes de ter um pensamento independente e de aprender qualquer matéria, sem sequer saber se conduzir. Profissionais competindo por trabalho, inseguros e atordoados, logo, frustrados.

Sou de uma família de professores universitários, Fui por dez anos titular de lingüística em uma faculdade particular. Meu desgosto pela profissão – que depois abandonei, embora gostasse do contato com os alunos – deveu-se em parte à minha dificuldade de me enquadrar (ah, as chatíssimas e inócuas reuniões de departamento, o caderno de chamada, o currículo, as notas...) e em parte ao desalento. Já nos anos 70 recebíamos na universidade jovens que mal conseguiam articular frases coerente, muito menos escrevê-las. Jovens que não sabiam raciocinar nem argumentar, portanto incapazes de assimilar e discutir teorias. Não tinham cultura nem base alguma, e ainda assim faziam a faculdade, alguns com sacrifício, deixando-me culpada quando os tinha de reprovar.

Em tudo isso, estamos melancolicamente atrasados. Dizem que nossa economia floresce, mas a cultura, senhores, que inclui a educação (ou vice-versa, como queiram...), anda mirrada e murcha. Mais uma vez, corrigir isso pode ser muito simples. Basta vontade real. Infelizmente, isso depende dos políticos, depende dos governos. Depende de cada um de nós, que os escolhemos e sustentamos.

13 de maio, com a visita do Papa no Brasil, a sensação que temos é de que todos os problemas  desapareceram. Até quando? Não sabemos. Ou melhor, deixa Vossa Santidade retornar ao Vaticano, que cairemos na real, de que a Câmara dos Deputados acabou de aprovar o aumento de seus salários.

13 de maio, dia da abolição da escravatura. E aí, será que vivemos realmente numa sociedade livre?

Façamos uma reflexão sobre o assunto,  a partir dessa poesia de Creuza Silva, quilombola que  tive o prazer de desfrutar de sua companhia no Encontro de Mulheres Pescadoras do Arquipélago do Bailique, em maio passado.

 

Escravo do chão

 

Acabou a escravidão

Mas somos escravos do chão

De janeiro a janeiro

O negro trabalha o ano inteiro

De sol ao relento

Na chuva no vento

Pra ganhar o sustento

A vida na roça não é nada legal

Quando não faz farinha, mas corta pau

A mão calejada da vida roçal

Limpa a terra se não o mato serra

Cava o buraco, planta a maniva

Espera um ano para ensocar

Enquanto isso, no lago vai pescar

O processo da farinha é longo e pesado

O negro agüenta está acostumado

A vida na roça é vida de cão

Planta, capina, não tem solução

Não somos escravos de branco

Mas somos escravos do chão.

 

Creuza Silva
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